Venom: tempo de carnificina, um filme para devorar

1/1 · Por HBO · Leitura de1 min.

Venom: tempo de carnificina, um filme de ficção científica de um dos vilões da Marvel protagonizado por Tom Hardy e Woody Harrelson, agora na HBO.

 

Venom: tempo de carnificina, com uma fome a mais na HBO

Os fãs das histórias em quadrinhos sabem bem que o primeiro anfitrião do simbionte Venom não foi Eddie Brock, mas Peter Parker, ou, melhor, o Spider-Man. Mas também estão à par de que a franquia cinematográfica da Marvel propõe-se como outro dos universos da Marvel que não vai seguir exatamente a pauta das histórias em quadrinhos. Em Venom: Tempo de Carnificina, porém, o Spider-Man mais recente, isto é, Tom Holland, aparece brevemente, sugerindo que Eddie Brock —Venom— vai encontrar Parker num próximo filme. Fica, assim, aberta a possibilidade de ver os dois Tom juntos: Holland e Hardy. É preciso lembrar que, nos quadrinhos, Brock e Parker são inimigos: foi Peter Parker quem acabou com a carreira de jornalista e estragou a vida de Eddie Brock.

Tom Hardy é um ator muito badalado. Um cara lindo, malhado, com uma personalidade enigmática e magnética. Poderíamos dizer que ele é um desses caras duros de Hollywood que tem se caracterizado por desempenhar papéis que exigem uma presença física, que possuem certo toque especial ou que ultrapassam os níveis normais de exigência atoral. Foi assim quando Hardy trabalhou, não com um diretor de Hollywood, mas com o original diretor dinamarquês Nicolas Winding Refn em Bronson (2008), um filme que conta a vida do criminoso britânico Michael Gordon Peterson, um homem muito violento que, como boxeador, tinha adotado o nome do ator Charles Bronson como pseudônimo. Hardy já tinha feito uma boa quantidade de filmes de qualidade, mas atraiu em cheio a atenção Hollywood com o seu desempenho breve, elegante e ao mesmo tempo duro em Inception (2010), de Christopher Nolan. Após esse papel, protagonizaria o do poderoso vilão Bane em The Dark Knight Rises (2012), seus dois personagens escuros, singulares e violentos nas séries Taboo (2017) e Peaky Blinders (2017-2022), substituiria o duro Mel Gibson como o mítico guerreiro do caminho em Mad Max: Fury Road e, mais recentemente, encarnou Al Capone no filme Capone (2020).

No mundo em que ocorrem os dois filmes de Venom, Brock pareceria ser o primeiro anfitrião, mas VVenom: Tempo de Carnificina respeita a origem de Carnificina. Um dos vilões mais poderosos do universo Marvel nasceu de um pedaço de Venom que passou de Eddie Brock ao assassino serial Cletus Kasady quando os dois estavam juntos numa cela. Muito sabiamente, quem interpreta Cletus Kasady é Woody Harrelson, ator que, cabe ressaltar, já desempenhou o papel de um assassino doido algumas décadas atrás.

EReferimo-nos a Mickey Knox, o truculento protagonista de Natural Born Killers (1994), o filme de Oliver Stone que, na época, causou exaltação e controvérsia. Aquela viagem de Mickey Knox com a companheira Mallory (Juliette Lewis) através das estradas e caminhos dos Estados Unidos acabou numa carnificina carregada de uma estética muito dinámica, estilo videoclipe, com muita música pop da melhor qualidade. O papel de Harrelson como o psicopata Mickey Knox foi verdadeiramente memorável: é um dos melhores na carreira do ator e um dos mais representativos da figura do louco assassino no cinema atual. Não estranha, em consequência, o fato dele ter sido escolhido para este papel, nem a interpretação magistral que ele consegue fazer. Não faltam, aliás, semelhanças entre Venom: Tempo de Carnificina e o filme de Stone, pois Cletus Kasady tem também uma namorada delirante: a Shriek, interpretada por Naomie Harris, atriz que se destacou como a bruxa Tia Dalma nos filmes de Piratas do Caribe e como a assistente Moneypenny em vários filmes de James Bond. Shriek é uma garota trastornada, com o poder de lançar ondas sonoras letais sem piedade contra os seus inimigos. Ela é a companheira de maldades de Kasady e, é claro, de Carnificina, o simbionte vermelho que possui poderes superiores aos de Venom.

Quanto à parte romântica, volta a ex-namorada de Brock, agora afastada dele, mas ainda envolvida no turbilhão do enredo. O papel é interpretado por uma das atrizes mais discretas e ao mesmo tempo importantes de Hollywood hoje: Michelle Williams. A atriz vem colhendo excelentes críticas, indicações e prêmios com filmes como Brokeback Mountain (2005), Blue Valentine (2010), My Week with Marilyn (2011), Manchester by the Sea (2016) e Fosse/Verdon (2019).

Finalmente, quem ficou a cargo da direção dessa segunda parte foi Andy Serkis, dono de uma prolífica trajetória como ator em que predominam os papéis e vozes ligados às histórias em quadrinhos. Andy foi Alfred no mais recente filme de The Batman (2022), e já emprestou sua voz ao podcast de The Sandman (2020-2021), o romance gráfico de Neil Gaiman, aos filmes animados de histórias alternas de Marvel, What If...? (2021), e às séries também animadas da Guerra nas Estrelas. Ele sabe de quadrinhos, e com Venom: Tempo de Carnificina, demonstrou que é capaz de liderar uma produção de Marvel com todo o esforço que isso significa, e levá-la até a bilheteria.

Venom: Tempo de Carnificina, o depredador de vilões... Não perca! Em maio, na HBO

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