Comemore os oitenta anos do Batman com sua própria maratona pela HBO

4/12 · Por HBO · Leitura de3 min.

Nasce o super-herói

Em 2019, comemoram-se oitenta anos do “nascimento” do Batman. Sim, o Cavaleiro das Trevas apareceu, pela primeira vez, no dia 30 de maio de 1939, na revista Detective Comics de número 27. O nome “detetive” não foi nada casual. A revista dedicava-se, originalmente a contar histórias dos famosos investigadores durões, os hard-boiled (detetives insensíveis), popularizados na literatura por escritores como Dashiell Hammett e Raymond Chandler. 

Batman era um justiceiro mascarado com procedimentos, no início, muito parecido com o estilo desses detetives. Na verdade, seus criadores chegaram a compará-lo, no momento da concepção, com Sherlock Holmes.

            Desde aquele distante personagem disfarçado e com capa, muita tinta foi usada pelas gráficas da DC Comics. E também muitas fitas de vídeo e celulose.

  

         

O humor da Batmania

            Batman nem sempre foi um personagem sombrio, amargo e sério. Eventualmente, havia muito humor. Os anos cinquenta foram, em parte, responsáveis por essa transformação, quando foi estabelecida a CCA, sigla de Comics Code Authority, criada em 1954 pela associação de revistas em quadrinhos, com o propósito de regulamentar seus próprios conteúdos. Isso se deu em resposta a uma sociedade extremamente moralista, que considerava que as histórias mostravam muita violência, sexo e linguagem inapropriada. Assim, as histórias do Batman daquela época refletiam o espírito daquele tempo, com histórias leves, puras, infantis, nas quais havia muitos robôs, extraterrestres e, ocasionalmente, um macaco falante.

Nessa mesma linha, a televisão acabou seguindo o tom cômico. Batman foi o nome daquela série de televisão norte-americana da Rede ABC, transmitida entre 1966 e 1968, com três temporadas que somaram 120 episódios. Batman (Adam West) e Robin (Burt Ward) percorriam os cenários de uma Cidade Gótica que era, claramente, feita de polietileno e papel machê. Contudo, ninguém se importava que a ópera fosse cômica: a série foi um sucesso fenomenal, e a batmania era a ordem do dia.

 

Frank Miller

Foi no início dos anos 70 que a DC decidiu voltar às raízes do personagem. Os responsáveis por devolver ao Batman o toque de detetive foram Dennis O'Neil e Neal Adams. Assim, o caminho ficou aberto para que, em meados dos anos oitenta, aparecesse Frank Miller e sua visão definitiva sobre o sombrio Batman.

Miller tinha demonstrado seu arsenal de talento trabalhando para a Marvel, casa que deu nova vida a Daredevil. Mais tarde, já na DC, apresentou um trabalho criado, escrito e ilustrado por ele. Estamos falando de Ronin, a série curta que o posicionou em um lugar importante entre os melhores criadores de quadrinhos daquele momento. Ronin, como será lembrado, é o termo usado para o samurai independente que havia ficado sem Senhor, mas que, além disso, vagava como uma espécie de agente livre ou como assaltante de estrada. Contudo, neste caso, o Ronin da história de Miller havia reencarnado em uma cidade distópica de Nova Iorque.

Ronin foi publicado entre 1983 e 1984. Em 1986, foi lançado The Dark Night Returns, joia que terminaria de transformar Miller em um dos grandes mestres dos quadrinhos.

            Seu sucesso foi excepcional com Batman. O mundo de cores brilhantes, alegres e primárias dos anos sessenta já não era mais usado; a partir daí, tudo era sombrio, e o mesmo Batman/Bruce Wayne —cinquentão— era um personagem das sombras que se dividia entre a ânsia de fazer o bem e a tentação de deixar-se levar por seus demônios.

 

Tim Burton

O cinema, de longe, seguiu a marca indiscutível dessa mudança. Tim Burton, com gostos góticos de sobra, seria o primeiro a dar uma mordida no legado de Miller.

Foi em 1989 que Burton apresentou aquele Batman protagonizado por Michael Keaton e que ainda tinha no elenco Jack Nicholson no papel de Coringa. Até hoje, o filme arrecadou, no mundo todo, US$ 411.508.343 e ganhou um Oscar de Melhor Direção de Arte.

            Com certeza, o público se interessou mais pelo mascarado sombrio, e as grandes salas de cinema descobriram uma nova galinha dos ovos de ouro.

            Burton assumiu, uma vez mais, a direção do filme seguinte, em 1992, em companhia de Keaton novamente. Desta vez, Batman Returns (Batman: O Retorno) deu vida a três vilões: o Pinguim, interpretado por Danny DeVito; a Mulher-Gato, na pele de Michelle Pfeiffer, e Max Shreck, um malfeitor criado exclusivamente para o filme e interpretado por Christopher Walken. O segundo filme de Batman arrecadou US$ 266.892.996 em todo o mundo.

           

Joel Schumacher

            Em 1995, o mascarado sombrio voltou às telas em Batman Forever (Batman Eternamente). Entretanto, Tim Burton já não estava por trás do olho da câmera. Foi a vez de Joel Schumacher, muito conhecido por haver dirigido alguns sucessos dos anos oitenta e noventa, com um toque juvenil e original. Podemos recordar filmes como o drama romântico St. Elmo's Fire (O Primeiro Ano do Resto de Nossas Vidas - 1985), com um grupo de atores jovens, na casa dos vinte, entre eles Demi Moore e Rob Lowe; The Lost Boys (Os Garotos Perdidos), também sexy, com Kiefer Sutherland como um vampiro mais velho; ou, nos anos noventa, Flatliners (Além da Morte), um thriller sobrenatural, outra vez com Sutherland na linha de frente, mas também com Kevin Bacon e Julia Roberts, a qual conheceria o estrelato, naquele mesmo ano, com Pretty Woman (Uma Linda Mulher).

            Seguindo o estilo do filme anterior, em Batman Forever (Batman Eternamente), Schumacher também trabalhou com vários vilões. Neste caso, o Charada, com os gestos e as acrobacias de Jim Carrey, e Harvey Duas-Caras, interpretado por Tommy Lee Jones. Keaton foi substituído por Val Kilmer, que, naquele momento, acabara de interpretar um esplêndido Jim Morrison no filme The Doors (1992) de Oliver Stone.

Esse Batman de Schumacher era menos sombrio, talvez porque os antagonistas não foram tão sinistros como o Coringa. A obscuridade de Batman continuava presente, mas o filme apostava mais na ação. Na verdade, Batman parecia muito mais atlético, digamos, mais sensual ou sexy.

            Dois anos depois, Schumacher voltou com Batman & Robin (Batman e Robin - 2015). O elenco, mais uma vez, formado por estrelas. George Clooney como Batman, Chris O'Donnell como Robin, Arnold Schwarzenegger como o Senhor Frio, Uma Thurman como Hera Venenosa e Alicia Silverstone como Batgirl. Já nesse filme, a história dependia muito mais da ação e menos da personalidade do Batman.

 

A vez de Nolan

            Christopher Nolan foi o responsável seguinte pela franquia. Ele vinha de uma carreira breve, mas notável, na tela grande. Em 2000, havia feito Insomnia (Insônia), com Al Pacino e Robin Williams, um thriller complexo e sombrio que mostrava um diretor inteligente e com pretensões de ir além do comercial. Isso foi logo confirmado com Amensia (Amnésia - 2000), outro thriller com uma estrutura narrativa muito particular, que, apesar de fugir do clichê comercial, não deixava de ser atrativo para públicos famintos por novas propostas.

            A intenção de Nolan era voltar à narrativa tensa e com contrastes góticos do personagem que havia sido criado por Frank Miller e moldado por Tim Burton. Assim, em 2005, Nolan (re)inicia a franquia e nos apresenta Batman Begins. O filme, protagonizado desta vez por Christian Bale, remonta à origem do personagem: a morte de seus pais, seus estudos em terras distantes, seu regresso e sua luta contra seu antigo mestre Henri Ducard, interpretado por Liam Neeson. Dessa vez, Robin ficou de fora e foi substituído pelo magnífico Michael Caine, que interpretava Alfred. O filme ressaltava a obscuridade e o drama dentro de um contexto realista. O filme foi considerado um dos melhores de super-heróis, sendo– e isso é digno de nota! –um clássico imediato.

            Nolan havia finalmente acertado na mosca. Batman estava no caminho correto, e foi dessa forma que, em 2008, estreou The Dark Night (Batman: O Cavaleiro das Trevas), até o momento, talvez o pilar mais importante dos filmes de Batman, principalmente pelo retorno do maior e mais caótico inimigo: o Coringa.

Heath Ledger foi o responsável por dar-lhe a vida, e o que fez com o personagem foi uma interpretação realmente magistral que ainda deixa marcas, inclusive hoje em dia, comparando-se com o Coringa de Joaquin Phoenix, que também levou o personagem às alturas.

            Muitos pensavam que Nolan já havia feito tudo o que tinha para fazer, inclusive ele mesmo também pensava assim. Entretanto, a tentação da trilogia é sempre irresistível; assim, ele lançou, em 2012, The Dark Knight Rises (Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge). Christian Bale repetiu o papel principal, novamente com Michael Caine como Alfred Pennyworth, e Gary Oldman como James Gordon, e estrearam Anne Hathaway como Mulher-Gato, além de Tom Hardy interpretando o poderoso Bane, um mercenário que tinha uma relação com uma mulher misteriosa, interpretada por Marion Cotillard.

 

Batman e companhia

            Em 2016, foi lançado um filme muito esperado, Batman vs Superman: Dawn of Justice (Batman vs Superman - A Origem da Justiça), agora com Ben Affleck sob a máscara do Cavaleiro da Noite e sob a tutela da lente de Zack Snyder, que tinha acabado de dirigir a versão mais atualizada do grande super-herói americano, Man of Steel (O Homem de Aço), protagonizada por Henry Cavill. É importante destacar que Nolan não se distanciou do projeto totalmente: participou da redação do roteiro, juntamente com seu assistente indispensável, David S. Goyer. O filme, que reúne dois dos super-heróis mais populares da DC Comics, arrecadou uma bilheteria de US$ 873.634.919 no mundo todo.

            Em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, foi anunciada a criação da Liga da Justiça, e não foi necessário esperar muito pelo filme. No ano seguinte, 2017, estreou Justice League (Liga da Justiça), novamente sob a direção de Snyder e com Affleck no papel de Batman, que se firmou como o líder indiscutível desta sociedade de super-heróis, que tinham seus filmes individuais e seus respectivos sucessos comerciais. Wonder Woman (Mulher-Maravilha), protagonizada por Gal Gadot, havia recém-estreado em junho desse mesmo ano (Liga da Justiça em novembro); sua história, a da Mulher Maravilha, chegou a ultrapassar a bilheteria de Batman vs Superman: US$ 821.847.012. Aquaman, interpretado por Jason Momoa, alcançou muito mais: US$ 1.148.161.807 apenas um mês depois de Liga da Justiça.

 

A maratona do Batman!

            Comemore, então, os oitenta anos do Batman, desfrutando, desde já, de sua própria maratona pela HBO GO, começando com Batman e Batman Returns (Batman: O Retorno) de Tim Burton, seguindo com Batman Forever (Batman Eternamente) e Batman & Robin (Batman e Robin) de Joel Schumacher, e, para terminar, The Dark Knight (Batman: O Cavaleiro das Trevas) de Christopher Nolan e Justice League (Liga da Justiça) de Zack Snyder.

Agora que você já sabe, comemore os oitenta anos do Batman com sua própria maratona, de acordo com seu tempo; aproveite, somente na HBO GO.

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