Nova série da HBO: I May Destroy You, com Michaela Coel

1/1 · Por HBO

A HBO apresenta a sua nova série original: I May Destroy You, estrelado por Michaela Coel, vencedora do BAFTA e rosto do movimento #MeToo

Michaela Coel, a criadora e protagonista de I May Destroy You

Michaela Coel, de pais ganenses, nasceu em Londres. Ela é atriz, poeta, roteirista e ativista. Começou sua carreira em 2006, lendo sua poesia em locais com microfone aberto, e depois passou a auditórios de classe alta, onde fez apresentações mais elaboradas que variavam entre a poesia e sua própria produção musical. Em 2009, lançou seu primeiro álbum e, em 2012, escreveu e apresentou Chewing Gum Dreams, uma peça de uma só atriz (a própria Michaela). A peça era originalmente um projeto de graduação para a escola de teatro e atuação de Guildhall, mas depois passou a ser produzida comercialmente. Foi muito bem aceita pelo público e pela crítica o que lhe deu uma notoriedade que a colocou na mira da BBC, que logo transformou o trabalho em uma comédia com Michaela como protagonista.

Chewing Gum apresenta uma garota de 20 anos que está tentando perder a virgindade, tudo dentro de um contexto muito contemporâneo na qual são abordadas questões de raça, sexo, classe e religião. A sua performance durante a primeira temporada lhe rendeu o BAFTA de Melhor Atriz em um programa de Comédia em 2016.

 

I Will Destroy You

Michaela Coel e o movimento #MeToo

Em 2018, Michaela foi convidada para dar uma palestra no prestigiado Festival de TV de Edimburgo. Durante a sua apresentação, ela relatou que havia sido abusada sexualmente nos tempos em que escreveu os roteiros para sua comédia na televisão. Também falou sobre o sexismo e o racismo que experimentou e testemunhou na indústria, e até relatou que, depois de ganhar o prêmio BAFTA, um produtor britânico a abordou em uma festa e disse que tinha um enorme desejo de transar com ela. Quanto ao abuso sexual, ela contou que foi estuprada uma madrugada em um intervalo das tarefas estressantes de escrita do roteiro. Disse que saiu para tomar cerveja e que depois não teve mais notícias dela. No entanto, por meio de alguns flashbacks, ela percebeu que havia sido estuprada. Ela esclareceu que não foi abusada por ninguém da empresa nem nas suas instalações, mas falou que foi pressionada para terminar os roteiros e não tiveram a menor empatia por ela. Essa denúncia fez dela um dos principais rostos da luta pelos direitos das mulheres nos tempos de #MeToo.

 

Arabella Essiuedu, a voz das gerações do milênio e Z

Agora Michaela Coel chega à HBO com I May Destroy You, uma série de doze episódios de meia hora cada. Coel escreve, produz e interpreta Arabella Essiuedu, uma jovem com um futuro brilhante, amada por seu namorado e amigos íntimos e com uma carreira crescente como escritora que, graças a um texto publicado na internet, foi apontada como a voz das gerações do milênio e Z. Arabella é divertida, distraída e relaxada. Mas logo algo começa a acontecer. Ela encontra marcas em seu corpo e acaba tendo flashbacks que a fazem perceber que talvez tenha tido um encontro sexual que não lembra e do qual não deu seu consentimento, e isso pode ser indicado como estupro. Precisamente, o consentimento sexual e seus detalhes necessários sobre relação sexual e estupro são uns dos principais temas da série.

Coel lida de maneira magistral com dois níveis de discurso em I May Destroy You. Por um lado, trabalha o drama do estupro e, por outro, um nível de comédia que nos mostra situações da vida contemporânea, como yoga, terapias de todos os tipos, redes sociais, uso de smartphones e encontros virtuais. Desta forma, cria-se um trabalho original e particularmente provocativo que alterna entre risos e o drama do estupro e o desequilíbrio emocional cheio de medos como consequência devastadora.

 

I May Destroy You é uma produção da BBC juntamente com a HBO dirigida por Sam Miller (Luther). Não perca, I May Destroy You A partir de junho, na HBO e na HBO GO.

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