Outros negócios, outras redenções

23/7 · Por HBO · Leitura de5 min.

Já conhecemos o roteiro do criminoso que quer sair do submundo, mas não consegue fazer isso facilmente. Um exemplo clássico é o assassino a preço fixo que deixa sua vida obscura para trás por amor, mas o passado o persegue.

A HBO, sempre procurando dar reviravoltas nas histórias que conhecemos, aborda esse tema e o aproxima das questões sociais dos nossos dias e do nosso continente, nos entregando uma história - neste caso uma, série - pra lá de diferente.

            Trata-se de Pico da Neblina, nova produção brasileira da HBO Latin America Originals, que você poderá desfrutar em agosto. A série de dez capítulos se passa em São Paulo. Nessa série, a maconha já foi legalizada. Nesse contexto, somos apresentados ao jovem traficante Biriba (Luís Navarro), que decide deixar o mundo do crime e se tornar um empreendedor dentro da lei - ou seja, Biriba vai parar de traficar maconha para vender legalmente... maconha.

Biriba é pobre, não se formou, não é privilegiado. Isso explica sua diferença e ousadia: nosso personagem quer deixar o submundo e aproveitar a legalização para se superar, para ajudar a si e sua humilde família com quem ele tem um relacionamento muito especial. Biriba não quer morrer jovem, assassinado, como a maioria dos meninos em seu mundo. Então, junto com seu amigo e sócio investidor com pouca experiência, Vini (Daniel Furlan), ele resolve abrir uma loja especializada na área seguindo a lei.

Mas o passado, como já foi dito, não é totalmente esquecido ou sempre vem à tona: Salim (Henrique Santana), amigo e colega de crime, aparece para trazer dificuldades. Como se não bastasse isso, também há o difícil mundo dos negócios, que não deixa de ser menos implacável e traidor só porque a maconha foi legalizada.

A questão da legalização traz consigo um grande debate global. Na América Latina, o primeiro país a legalizar o consumo pessoal foi o Uruguai em 2014. O Canadá fez isso para uso medicinal e de adultos, e mais de vinte estados nos Estados Unidos permitiram seu uso médico. No Colorado, sua produção e consumo pessoal são absolutamente legais, mas o índice de pessoas que acabam nas salas de emergência por causas relacionadas ao consumo aumentou, e os hospitais relatam taxas mais altas de deterioração da saúde mental.

Contudo, o negócio, no que diz respeito à América Latina, é milionário: no caso de legalização mais ou menos ampla, pode chegar a mais de dez bilhões de dólares, segundo o relatório de 2019 da consultoria internacional New Frontier Data. Segundo o mesmo estudo, o mercado potencial do Brasil é de quase 2,4 bilhões de dólares.

Não é tão fácil falar sobre o assunto, nem mesmo, como veremos na série, entender como deve ocorrer de forma idônea a incorporação na economia e na sociedade de todos aqueles que se relacionam e vivem da ilegalidade deste negócio.

Pico da Neblina é uma produção da HBO América Latina com a O2 Filmes. Na direção geral dos dez episódios de uma hora está Quico Meirelles, filho de Fernando Meirelles, que em 2002 foi indicado ao Oscar e ao Globo de Ouro pelo aclamado filme Cidade de Deus.

Vale mencionar que há um lugar real chamado Pico da Neblina: é o ponto mais alto do Brasil, e está a 2.995,30 metros de altitude. Esta altura é, sem dúvida, enorme, um desafio e também uma glória. Chegar lá envolve perigos e estar frente a frente com a morte. Cair de tão alto seria, sem dúvida, mortal. 

Não perca, em agosto, na HBO e HBO GO, Pico da Neblina, a nova produção brasileira da HBO Latin America Originals.

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