Qual o Meu Nome: Muhammad Ali

1/7 · Por HBO · Leitura de5 min.

O termo “melhor” é associado geralmente a vários aspectos do nosso cotidiano; seja em relação à alimentação, viagem, política e, em especial, esportes. A maior discussão no esporte sempre gira em torno da eterna questão sobre quem é o melhor.

Qual foi o melhor time? O melhor jogador? Enquanto há discussões intermináveis que atravessam gerações sobre quem foi o melhor (Pelé x Maradona ou LeBron James x Michael Jordan), não há dúvida – muito menos discussão – a respeito de quem foi o melhor de todos os tempos: o melhor foi Muhammad Ali. A HBO traz uma análise detalhada do melhor boxeador que já existiu, por suas próprias palavras, pela direção de Antoine Fuqua e produção de um distinto grupo de pessoas, incluindo Maverick Carter e, sim, o próprio LeBron James. Qual o Meu Nome: Muhammad Ali conta a história de um homem que foi mais do que apenas um boxeador; um homem que revolucionou os EUA e desafiou o país como nunca havia sido desafiado antes.

 O filme mostra todos os altos e baixos da vida de Muhammad Ali. Como Cassius Clay, seu nome original antes de mudar para Muhammad Ali em 1964 ao se converter para o Islã, liderou o mundo do box como amador (ao vencer a Medalha de Ouro Olímpica na categoria meio-pesado nas Olimpíadas de Verão em 1960 em Roma) e como profissional (ao derrotar o grande Sonny Liston por 7-1 sobre o azarão no Campeonato Mundial de Peso Pesado). Como Muhammad Ali, sempre esteve envolvido em controvérsias. Ele liderava com convicção, e suas palavras condiziam com suas ações. Recusou-se a ir para a guerra do Vietnã, justificando sua oposição à guerra com fundamentos religiosos e morais, o que levou ao cancelamento de seus títulos no box. Assim, sacrificou seus melhores anos como boxeador, pois ficou proibido de lutar por quase quatro anos, ao fim dos quais a Suprema Corte dos EUA reverteu sua condenação em 1971 e permitiu que Ali voltasse ao ringue. Ao lado de contemporâneos seus como Bill Russell do Boston Celtics, ele liderou o estabelecimento do que hoje se conhece como atleta ativista; um papel que tem sido desempenhado de forma proeminente por atletas nos últimos anos quanto às injustiças de perfil racial, ataques e uso excessivo da força contra a comunidade afro-americana pela polícia nos EUA. Isso não teria sido possível sem o trabalho e sacrifício de Muhammad Ali.

 

Antoine Fuqua dirige esse documentário instigante dividido em duas partes apresentando gravações históricas da vida de Ali, sendo a história contada essencialmente pela perspectiva do próprio Ali. Fuqua dirige filmes há mais de vinte anos, incluindo o filme vencedor de Oscar Dia de Treinamento (2001), que conferiu ao grande Denzel Washington seu segundo Oscar (Melhor Ator). Ele permite que a história atravesse o tempo de forma ininterrupta pelos grandes momentos da vida de Muhammad Ali; seu encontro com Nelson Mandela, A Luta na Floresta, Thrilla em Manila e suas associações com a Nação do Islã (incluindo sua relação com o líder da luta pelos Direitos Civis Malcom X).

 

A HBO oferece ao diretor a plataforma para contar sua história por meio de um documentário de duas partes; e o faz com razão. A vida de Muhammad Ali foi significativa mesmo depois do box. Conforme as atitudes em relação às suas ações começaram a mudar nos anos 1960, os EUA e o mundo passaram a reconhecer que Muhammad Ali foi um atleta único que transcendeu os esportes. Sua contribuição à sociedade – seja lutando contra a injustiça racial ou protestando contra a guerra do Vietnã – fez com que o mundo o visse como mais do que apenas um desportista; mas um embaixador das verdades e convicções que tinha em comum com milhões de outros no mundo. Muhammad Ali certamente se beneficiou de seu carisma contagiante e da sua capacidade para analisar questões difíceis feitas pela imprensa da época para ridicularizá-lo. A HBO mostra essa relação com a imprensa por suas interações com Howard Cosell e inúmeras participações televisivas em programas de entrevistas. Muhammad Ali nunca perdeu seu entusiasmo, mesmo após ser diagnosticado com a doença de Parkinson; uma luta que perdeu em 2016, mas da qual nunca desistiu.

Qual o Meu Nome: Muhammad Ali – já disponível na HBO e HBO GO.

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